Do eco ao surto

 

 

Foi como economizar preciosos meses, como comprovar antigas teorias, como aprender (mais uma vez) a não ser tão ‘chata’.

Eu respeito as pessoas mas falo o que quero, valorizo a companhia e no entanto não sou capaz de responder coisas que não sei.

Acho que sou ‘assim’ e ‘assado’, me garanto aqui e não pendo para o outro lado, é bom ser livre, tão livre a ponto de incomodar outro ser espontâneo.

A logorréia logo mistura-se com expectativa, com certezas e com seguranças que só ao Pai eu falaria.

Eu pago para ver, pago para não ver nunca mais, posso não dar a cara a tapa mas dou um passo após o outro, claro que consigo correr nesse caso e vejo que não sou só eu que vê ao longe.

É tudo do nosso jeito, é tudo na nossa hora, nossos olhos enxergam rápido o inconformismo, berrar e calar depende somente de nós, afinal somos os donos do mundo…

Creio que estejamos calejados, por vezes exauridos da pasmaceira que fatalmente iremos encontrar, eu sei o que acontece depois do primeiro dia, da primeira semana, do primeiro mês…

Sei por isso estou aqui!

Nós aprendemos por que somos argutos, caiu em nossas mãos um manual que não soubemos de onde veio, mas este tinha as regras, explicava as manhas e sabiamente um dia após o outro.

De onde veio esse manual pode ser que tenha um manuscrito perdido em algum canto, preciosas páginas que não puderam ser publicadas, pois se soubéssemos seu conteúdo teríamos a tão almejada felicidade.

Alguém além de mim sabe tudo e ‘se acha’ tudo, é no mínimo curioso ver algo realmente parecido com o que aparento ser para as pessoas.

Tinha encontrado até então um interior parecido, mas agora ter visto como sou da boca para fora foi para ficar aqui quietinha e ponderar que bicho estou virando.

A conclusão que chego é que sou má por dentro e um lixo por fora, então obrigada ‘seres humanos objetos de desejo’, vocês foram importantes por alguns instantes: eu não posso ser essa merda que vocês são.

 

 

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